Blue Bio Value: 2ª edição junta projetos de 9 países

A Fundação Oceano Azul e a Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Fábrica de Startups, a Bluebio Alliance e a Faber Ventures, iniciaram, esta terça-feira, a segunda edição do Blue Bio Value, programa de aceleração de empresas ligadas à bioeconomia azul. Nesta segunda edição, entre mais de 110 candidaturas apresentadas, foram selecionadas 15 startups provenientes de nove países (Portugal, Espanha, Dinamarca, Suíça, Itália, Canadá, Brasil, Reino Unido e Índia).

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Ao longo das próximas cinco semanas, as empresas selecionadas irão:

  • Validar a tecnologia que tem vindo a ser desenvolvida;

  • Adquirir competências de gestão e criar bases para o desenvolvimento de novos negócios sustentável e economicamente viáveis, para que possam competir num mercado global;

  • Aceder a uma rede única de mentores, nacionais e internacionais, parceiros especialistas de várias indústrias e potenciais clientes e investidores.

Às startups que participam no programa Blue Bio Value serão ainda atribuídas ajudas de custo até ao montante de 7.500€. Adicionalmente a este apoio financeiro, as empresas que mais se destacarem, no decorrer da aceleração, poderão receber um prémio de 45.000€, para o desenvolvimento dos seus projetos.

Promovido pela Fundação Oceano Azul e pela Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com a Fábrica de Startups, a Bluebio Alliance e a Faber Ventures, o programa Blue Bio Value conta ainda, na edição deste ano, com o apoio do Impact Hub e da ESB - Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto, que serão os anfitriões das empresas durante estas cinco semanas.

Promotores e parceiros do programa acreditam que a bioeconomia azul terá um papel crucial na resposta a alguns dos maiores desafios que o mundo enfrenta atualmente. Algumas das startups da presente edição já estão, aliás, a fazê-lo, investindo no desenvolvimento de soluções de bioremediação para tratamento de águas residuais, de produtos de cosmética produzidos com algas dos Açores, de biofertilizantes para a agricultura ou de glitter natural e biodegradável.

Ultrapassámos todas as expectativas que tínhamos, ao mais do que duplicar o número de candidaturas recebidas e conseguirmos atrair projetos de 21 nacionalidades diferentes, o que confirma a nossa convicção de que Portugal é um sério candidato à liderança na transição para uma bioeconomia azul, que acreditamos já estar a acontecer”, refere Miguel Herédia, da Fundação Oceano Azul.

Já para Filipa Saldanha, da Fundação Calouste Gulbenkian, “recebemos, nesta 2ª edição, uma enorme variedade de aplicações de mercado. Esta diversidade de propostas indica que a bioeconomia azul, que vem propor um novo modelo económico, é definitivamente um elemento-chave na transição para cadeias de valor mais sustentáveis, de vários setores económicos, tanto a nível nacional como a nível global.”

Em 2018, a 1ª edição do programa Blue Bio Value acelerou 13 empresas de seis nacionalidades que adquiriram competências de gestão de negócio, acompanhados por mais de 40 mentores. Dos 13 projetos participantes, foram premiadas três empresas: uma holandesa e duas portuguesas.

Apoiando empresas cujo modelo de negócio passa pela promoção de uma utilização mais saudável do oceano e pela sua sustentabilidade, a Fundação Oceano Azul e a Fundação Calouste Gulbenkian querem contribuir para que Portugal se torne num polo europeu relevante e inovador no desenvolvimento da mais moderna bioeconomia marinha. E assumiram o compromisso de investir pelo menos 1 milhão de euros nos três anos de implementação do programa Blue Bio Value.

Mais informação sobre as startups selecionadas para a 2ª Edição do programa Blue Bio Value, aqui!