Marketeer Durante 2 Meses

A fase de Ideação do Tourism Explorers já pode ter terminado, mas o programa está longe de acabar. Testar, validar e desenvolver um modelo de negócio são os principais objetivos da segunda metade do programa (fase de Aceleração), que será mais uma vez transmitida via streaming em 12 cidades. Para além desta iniciativa, a Fábrica tem ainda em processo mais programas a realizar já no final do ano, como o EDP Open Innovation, o Discoveries, entre outros.

Portanto como vêem, os nossos dias aqui nunca são monótonos, principalmente para a equipa de marketing da qual faço parte. Somos responsáveis não só pela comunicação online e offline, mas também pela criação de conteúdos visuais que sejam apelativos e interessantes para o nosso público alvo. Enganam-se se acham que é um trabalho fácil, porque para além de exigir criatividade, também é necessário coordenação, planeamento e capacidade de adaptação.

Para evitar generalidades, o melhor será mesmo explicar um pouco da minha experiência como marketeer durante o evento Tourism Explorers, de que vos falei no ínicio. Tudo começou com a divulgação do evento aos parceiros e nas redes sociais, de modo a atingir o nosso objetivo de 300 inscrições. Orgulho-me de dizer que o objetivo foi superado com sucesso. Durante a semana do programa, as coisas começaram a ficar mais animadas e agitadas na medida em que foi necessário conciliar várias atividades em simultâneo, desde pequenos posts no Facebook, passando pela filmagem de vídeos de curta duração e entrevistas aos participantes. Os pitches finais decorreram no Porto, e estando parte da equipa no local e os restantes no escritório em Oeiras, foi preciso uma comunicação constante para que o material enviado pudesse ser divulgado em tempo real.

Fazer parte da organização de um evento como o Tourism Explorers é uma experiência enriquecedora do ponto de vista profissional e pessoal, muito devido também ao meu interesse pela área do turismo. Adicionalmente, um dos pontos positivos de fazer parte de um evento destes é a oportunidade de assistir tanto aos workshops e sessões de mentoria, como às apresentações das equipas.  

Faltam poucos dias para terminar o estágio e não podia estar mais satisfeita com a minha decisão de integrar a equipa da Fábrica de Startups. Candidatei-me a esta posição com o intuito de aprender mais sobre a área de empreendedorismo e desenvolvimento de startups; por outro lado acabei por desenvolver as minhas communication skills, aprendi a pensar out of the box e a chegar a soluções eficientes num curto espaço de tempo. Contudo, o que mais valorizo neste estágio são as pessoas com quem tive o prazer de trabalhar e que tornaram este verão único.

Ana Correia

Tourism Explorers: Tudo começa com uma ideia!

Dizem que o sucesso é uma equação de 10% de sorte, 20% competência, 15% de vontade, 5% de prazer e 50% de trabalho duro. Mas tudo começa com... uma IDEIA.

Há cerca de dois meses, iniciei o meu estágio na Fábrica de Startups motivada pelo grande desejo de um dia poder criar o meu próprio negócio e principalmente resolver um dos múltiplos problemas da humanidade. Quando comecei a participar na organização do evento Tourism Explorers percebi que queria fazer parte dum projeto tão interessante como este. Não, não tinha nenhuma ideia de negócio muito menos uma equipa mas queria muito perceber o quão difícil é criar uma Startup, este nome tão curioso que alguns portugueses nem sabem soletrar. Felizmente tive a hipótese de observar os dois lados deste evento que incentiva e apoia o investimento no Turismo e em Portugal, porque ajudei à promoção e porque tive a oportunidade de  participar do mesmo.

Desta forma, e de modo a sair da minha área de conforto propus-me a ser participante na fase de Ideação do Tourism Explorers em Viana do Castelo, cidade que nunca sequer tinha visitado.  Após uma longa viagem, tive a oportunidade de conhecer um pouco da cidade e na segunda-feira (dia 10 de julho) conheci todos os participantes. Com personalidades vincadas e diferenciadas, com idades muito diferentes, todos os concorrentes demonstraram a sua motivação e entusiasmo e foi criado um ambiente de networking muito interessante.

No primeiro dia focamo-nos nos desafios e, após as habituais apresentações, foram realizados diversos jogos interativos de autoconhecimento que nos auxiliaram na formação de equipas. Depois de toda a informação dada pelo representante do Turismo de Portugal, Sérgio Guerreiro, e pelo moderador de todo o programa, o CEO da Fábrica de Startups, António Lucena Faria, a minha equipa e todas as outras decidiram que desafio gostariam de trabalhar.

No dia seguinte abordamos os problemas, tivemos a oportunidade de realizar um trabalho de campo o que foi bastante desafiante e cansativo. Juntamente com a minha equipa percorri Viana de Castelo e, dado que o nosso público-alvo eram os turistas chineses decidimos entrevistar vários agentes de turismo, espaços de Cowork, negócios locais e até mesmo turistas de países asiáticos com os quais só foi possível falar através do Google Tradutor. Dadas as dificuldades encontradas conseguimos claramente definir o nosso problema: a Comunicação.

Durante os três dias seguintes, tivemos diversas formações nomeadamente as apresentações da NOS e da Portugal Ventures, de modo a desenvolver um modelo de negócio em torno da IDEIA que tanto lutámos para desenvolver.  Com ajuda dos moderadores de Lisboa e da formadora em Viana do Castelo, a professora Alexandra Rodrigues, desenvolvemos a nossa ideia de negócio e apresentámos aos jurados o nosso pitch em torno de uma aplicação interativa para os turistas chineses.

Depois de um texto tão longo e de uma frase tão inspiradora inicial, muitos irão pensar que provavelmente ganhei o concurso o que não é de todo verdade, no entanto, o que é o sucesso? É levar a taça para casa ou absorver todo o conhecimento de uma experiência tão enriquecedora? Mais que conhecimento teórico, este evento permitiu-me crescer enquanto pessoa, principalmente no que toca a ser mais tolerante e aceitar o quão diferentes somos todos nós. Por essa razão, recomendo vivamente a qualquer pessoa que ambiciona um dia ser empreendedor a participar num evento como este pois ter sucesso não é só ter uma ideia brilhante mas também criar ligações com PESSOAS. Agradeço assim, a todos os que partilharam esta experiência comigo – Kateryna, Steven, António, Sandra , Gaspar e a Professora Alexandra.

谢谢

Mariana Simões

O "Backstage"

O maior programa de ideação do país, organizado pelo Turismo de Portugal em parceria com a Fábrica de Startups, arrancou esta semana. Mas para a equipa da Fábrica de Startups toda a logística e organização do evento já começou há muito tempo. Integrei a equipa da Fábrica há cerca de um mês e desde então tenho trabalhado em função deste evento.

Começámos por dividir tarefas de comunicação, repartindo as 12 cidades pelos 6 estagiários. Cada um ficou responsável por divulgar o evento pelo maior número de pessoas nas “nossas” cidades. Enviámos centenas emails para empresas de turismo locais, municípios, coworks, incubadoras para nos ajudarem a divulgar o projeto. Esta parte foi muito enriquecedora para mim, enquanto pessoa que desconhecia o mundo das startups. Fiquei a conhecer alguns dos sítios a que as startups recorrem para desenvolver os seus modelos de negócio.

A este passo seguiram-se os follow-ups por telefone para perceber a sua recetividade para o evento. O feedback foi bastante positivo, a maior parte dos contactados mostrou interesse e vontade em colaborar.

Quando demos esta primeira parte por terminada, surgiram então as necessidades mais operacionais. Bons orçamentos e fornecedores são fundamentais para o sucesso de um evento: coffee break, roll-ups, empresas de logística, distribuição, transporte, salas, tecnologia, you name it!

Entretanto também tivemos oportunidade de conhecer os moderadores responsáveis pelo Tourism Explorers nas 12 cidades. Os representantes de cada empresa/escola onde o evento iria decorrer estiveram presentes numa sessão de formação aqui na Fábrica de Startups. A interacção com eles permitiu perceber quais os maiores desafios que íamos ter no decorrer no evento.

A semana antes do Tourism Explorers foi, por isso, bastante dinâmica. Tínhamos vários prazos para cumprir e também tínhamos de nos certificar que não faltava nada em nenhuma das cidades. E depois de todo este esforço está a ser bom ver os resultados de tudo o que fizemos.

Este estágio está a ser muito enriquecedor para mim. Se por um lado, estou a desenvolver competências numa área em que nunca trabalhei e que me desperta interesse, por outro estou a alargar a minha rede de contactos. Trabalhando com uma empresa como a Fábrica de Startups temos oportunidade de conhecer muitos empreendedores com ideias inovadoras.

Alexandra Matos

All Work and Some Play

Nearly 5 months ago, I embarked on my journey in Portugal. At the time, I felt a combination of excitement and trepidation. On one hand, I had long wanted to come here to pay homage to my Portuguese ancestry with which I had felt largely disconnected. On the other hand, visiting a new country brings with it the challenge of cultural and linguistic adaptation. It is through this process of adapting that I continue to improve my understanding of Portugal.

Cultural differences manifested themselves on my first day of class. Conditioned by my American tendencies, I arrived to class 10 minutes early in order to get myself situated. After all, it was my first day at a new school in a new country; I did not want to rock the boat. It was a big surprise when I was the only one in the room at the stated start time. Fifteen or so minutes later, the professor and other students meandered.

During a similar instance after eating a traditional Portuguese meal of steak with fried eggs and french fries (interestingly, I eat more french fries here than I do in the US), I waited 45 minutes for the check. In moments like this, you do not need a degree in physics to understand time relativity.

Based on events like these, it is easy to reach the conclusion that the Portuguese are passive or apathetic: a conclusion mirrored by the media coverage of Portugal in the world forum, namely its interactions with the Troika. However, I choose to believe a different narrative. Whereas the United States prioritizes productivity, Portugal is more focused on maintaining a balance between work and professional life. Often, the promotion of the latter comes at the expense of the former. This means that finishing a conversation before class or letting a client finish their coffee before preparing for the next customer are part of the trade-off required for this balance. Consequently, strong personal relationships and a relaxed pace of life are promoted as equal in importance as output maximization.

No better anecdote encompasses this mindset than when I was in the checkout aisle at Mini-Preço. At home, a slight delay elicits grumbling from those behind you. Fearing this, I packed my food rapidly to avoid that outcome. Surprised, the cashier looked at me with a smile and said “slow down, it's not a race”. Too often I find myself running around trying to complete tasks as efficiently as possible while failing to realize that work in itself is just a means to happiness.

The Portuguese generally and Fábrica de Startups particularly, however, have taught me to treat it as an end. One need not be happy only when the work is completed, but also as it is being completed. My five weeks so far at Fábrica demonstrate this. All the interns sit at a long open table allowing for collaboration and the free flow of ideas. By pooling together our thoughts, we are not only better able to problem solve, but we become closer on a personal level. We are focused on meeting goals and deadlines for our projects, as well as strategizing in Sueca, a game that continues to perplex me. Planning our promotion of Tourism Explorers and Discoveries coincides with coordinating beach visits after work.


It is safe to say my first nine-to-five (well, technically 6) was not accompanied by the drudgery I anticipated. Then again, this is easily said when staring at the ocean waves through the office window as I write this.

Austin Botelho

O Meu Regresso à Fábrica

No passado dia 5 de Junho voltei à Fábrica de Startups. Soube que ia ser uma experiência diferente do que fiz aqui antes. Nesta segunda ronda, Summer Version, é completamente diferente. Aliás, trabalhar num ambiente de empreendedores habitua-nos a isso. Todos os dias podem trocar-nos as voltas, pedir-nos para fazer coisas completamente distintas das do dia anterior. Para mim, uma pessoa de rotinas acentuadas, esta experiência faz-me falta. Foi por isso que voltei.

O ambiente de constante possibilidade de mudança é uma mais-valia para quem está à porta do mercado de trabalho. Dá-nos “traquejo”, como se diz no Alentejo.

Outra coisa interessante é a autonomia. Dão-nos as tarefas que precisam que sejam feitas e cada um de nós decide como fazer, desde que seja dentro do prazo. Contudo, para qualquer dúvida, os “chefes” estão sempre disponíveis. Falamos facilmente com qualquer um, sem grandes burocracias nem dificuldades. É só levantar da cadeira e ir bater a uma das portas nem 5 metros à nossa frente.

Este estágio envolve mais 7 colegas. Foi com surpresa que reencontrei a Alexandra, uma amiga minha, que conheci na universidade. Quanto aos restantes, vimo-nos todos na sessão de apresentação do estágio, na Católica, mas não nos lembrávamos bem uns dos outros. A situação resolveu-se rápido.

Hoje estamos na quarta semana, temos trabalhado intensamente no mais ambicioso projeto da Fábrica de Startups – o Tourism Explorers, e toda a equipa se mobilizou para operacionalizar o programa. Estamos ansiosos para chegue o dia 10 de Julho, onde damos início à fase de ideação. Damo-nos todos bem, muitas vezes vimos juntos no comboio de manhã e saímos juntos à tarde. A hora de almoço continua a ser muito interessante. Apercebemo-nos que a maioria gosta de jogar às cartas e aproveitamos a meia hora livre depois de comer para alimentar o vício.

Ana Borges Vacas