Tourism Explorers: Tudo começa com uma ideia!

Dizem que o sucesso é uma equação de 10% de sorte, 20% competência, 15% de vontade, 5% de prazer e 50% de trabalho duro. Mas tudo começa com... uma IDEIA.

Há cerca de dois meses, iniciei o meu estágio na Fábrica de Startups motivada pelo grande desejo de um dia poder criar o meu próprio negócio e principalmente resolver um dos múltiplos problemas da humanidade. Quando comecei a participar na organização do evento Tourism Explorers percebi que queria fazer parte dum projeto tão interessante como este. Não, não tinha nenhuma ideia de negócio muito menos uma equipa mas queria muito perceber o quão difícil é criar uma Startup, este nome tão curioso que alguns portugueses nem sabem soletrar. Felizmente tive a hipótese de observar os dois lados deste evento que incentiva e apoia o investimento no Turismo e em Portugal, porque ajudei à promoção e porque tive a oportunidade de  participar do mesmo.

Desta forma, e de modo a sair da minha área de conforto propus-me a ser participante na fase de Ideação do Tourism Explorers em Viana do Castelo, cidade que nunca sequer tinha visitado.  Após uma longa viagem, tive a oportunidade de conhecer um pouco da cidade e na segunda-feira (dia 10 de julho) conheci todos os participantes. Com personalidades vincadas e diferenciadas, com idades muito diferentes, todos os concorrentes demonstraram a sua motivação e entusiasmo e foi criado um ambiente de networking muito interessante.

No primeiro dia focamo-nos nos desafios e, após as habituais apresentações, foram realizados diversos jogos interativos de autoconhecimento que nos auxiliaram na formação de equipas. Depois de toda a informação dada pelo representante do Turismo de Portugal, Sérgio Guerreiro, e pelo moderador de todo o programa, o CEO da Fábrica de Startups, António Lucena Faria, a minha equipa e todas as outras decidiram que desafio gostariam de trabalhar.

No dia seguinte abordamos os problemas, tivemos a oportunidade de realizar um trabalho de campo o que foi bastante desafiante e cansativo. Juntamente com a minha equipa percorri Viana de Castelo e, dado que o nosso público-alvo eram os turistas chineses decidimos entrevistar vários agentes de turismo, espaços de Cowork, negócios locais e até mesmo turistas de países asiáticos com os quais só foi possível falar através do Google Tradutor. Dadas as dificuldades encontradas conseguimos claramente definir o nosso problema: a Comunicação.

Durante os três dias seguintes, tivemos diversas formações nomeadamente as apresentações da NOS e da Portugal Ventures, de modo a desenvolver um modelo de negócio em torno da IDEIA que tanto lutámos para desenvolver.  Com ajuda dos moderadores de Lisboa e da formadora em Viana do Castelo, a professora Alexandra Rodrigues, desenvolvemos a nossa ideia de negócio e apresentámos aos jurados o nosso pitch em torno de uma aplicação interativa para os turistas chineses.

Depois de um texto tão longo e de uma frase tão inspiradora inicial, muitos irão pensar que provavelmente ganhei o concurso o que não é de todo verdade, no entanto, o que é o sucesso? É levar a taça para casa ou absorver todo o conhecimento de uma experiência tão enriquecedora? Mais que conhecimento teórico, este evento permitiu-me crescer enquanto pessoa, principalmente no que toca a ser mais tolerante e aceitar o quão diferentes somos todos nós. Por essa razão, recomendo vivamente a qualquer pessoa que ambiciona um dia ser empreendedor a participar num evento como este pois ter sucesso não é só ter uma ideia brilhante mas também criar ligações com PESSOAS. Agradeço assim, a todos os que partilharam esta experiência comigo – Kateryna, Steven, António, Sandra , Gaspar e a Professora Alexandra.

谢谢

Mariana Simões

O "Backstage"

O maior programa de ideação do país, organizado pelo Turismo de Portugal em parceria com a Fábrica de Startups, arrancou esta semana. Mas para a equipa da Fábrica de Startups toda a logística e organização do evento já começou há muito tempo. Integrei a equipa da Fábrica há cerca de um mês e desde então tenho trabalhado em função deste evento.

Começámos por dividir tarefas de comunicação, repartindo as 12 cidades pelos 6 estagiários. Cada um ficou responsável por divulgar o evento pelo maior número de pessoas nas “nossas” cidades. Enviámos centenas emails para empresas de turismo locais, municípios, coworks, incubadoras para nos ajudarem a divulgar o projeto. Esta parte foi muito enriquecedora para mim, enquanto pessoa que desconhecia o mundo das startups. Fiquei a conhecer alguns dos sítios a que as startups recorrem para desenvolver os seus modelos de negócio.

A este passo seguiram-se os follow-ups por telefone para perceber a sua recetividade para o evento. O feedback foi bastante positivo, a maior parte dos contactados mostrou interesse e vontade em colaborar.

Quando demos esta primeira parte por terminada, surgiram então as necessidades mais operacionais. Bons orçamentos e fornecedores são fundamentais para o sucesso de um evento: coffee break, roll-ups, empresas de logística, distribuição, transporte, salas, tecnologia, you name it!

Entretanto também tivemos oportunidade de conhecer os moderadores responsáveis pelo Tourism Explorers nas 12 cidades. Os representantes de cada empresa/escola onde o evento iria decorrer estiveram presentes numa sessão de formação aqui na Fábrica de Startups. A interacção com eles permitiu perceber quais os maiores desafios que íamos ter no decorrer no evento.

A semana antes do Tourism Explorers foi, por isso, bastante dinâmica. Tínhamos vários prazos para cumprir e também tínhamos de nos certificar que não faltava nada em nenhuma das cidades. E depois de todo este esforço está a ser bom ver os resultados de tudo o que fizemos.

Este estágio está a ser muito enriquecedor para mim. Se por um lado, estou a desenvolver competências numa área em que nunca trabalhei e que me desperta interesse, por outro estou a alargar a minha rede de contactos. Trabalhando com uma empresa como a Fábrica de Startups temos oportunidade de conhecer muitos empreendedores com ideias inovadoras.

Alexandra Matos

All Work and Some Play

Nearly 5 months ago, I embarked on my journey in Portugal. At the time, I felt a combination of excitement and trepidation. On one hand, I had long wanted to come here to pay homage to my Portuguese ancestry with which I had felt largely disconnected. On the other hand, visiting a new country brings with it the challenge of cultural and linguistic adaptation. It is through this process of adapting that I continue to improve my understanding of Portugal.

Cultural differences manifested themselves on my first day of class. Conditioned by my American tendencies, I arrived to class 10 minutes early in order to get myself situated. After all, it was my first day at a new school in a new country; I did not want to rock the boat. It was a big surprise when I was the only one in the room at the stated start time. Fifteen or so minutes later, the professor and other students meandered.

During a similar instance after eating a traditional Portuguese meal of steak with fried eggs and french fries (interestingly, I eat more french fries here than I do in the US), I waited 45 minutes for the check. In moments like this, you do not need a degree in physics to understand time relativity.

Based on events like these, it is easy to reach the conclusion that the Portuguese are passive or apathetic: a conclusion mirrored by the media coverage of Portugal in the world forum, namely its interactions with the Troika. However, I choose to believe a different narrative. Whereas the United States prioritizes productivity, Portugal is more focused on maintaining a balance between work and professional life. Often, the promotion of the latter comes at the expense of the former. This means that finishing a conversation before class or letting a client finish their coffee before preparing for the next customer are part of the trade-off required for this balance. Consequently, strong personal relationships and a relaxed pace of life are promoted as equal in importance as output maximization.

No better anecdote encompasses this mindset than when I was in the checkout aisle at Mini-Preço. At home, a slight delay elicits grumbling from those behind you. Fearing this, I packed my food rapidly to avoid that outcome. Surprised, the cashier looked at me with a smile and said “slow down, it's not a race”. Too often I find myself running around trying to complete tasks as efficiently as possible while failing to realize that work in itself is just a means to happiness.

The Portuguese generally and Fábrica de Startups particularly, however, have taught me to treat it as an end. One need not be happy only when the work is completed, but also as it is being completed. My five weeks so far at Fábrica demonstrate this. All the interns sit at a long open table allowing for collaboration and the free flow of ideas. By pooling together our thoughts, we are not only better able to problem solve, but we become closer on a personal level. We are focused on meeting goals and deadlines for our projects, as well as strategizing in Sueca, a game that continues to perplex me. Planning our promotion of Tourism Explorers and Discoveries coincides with coordinating beach visits after work.


It is safe to say my first nine-to-five (well, technically 6) was not accompanied by the drudgery I anticipated. Then again, this is easily said when staring at the ocean waves through the office window as I write this.

Austin Botelho

O Meu Regresso à Fábrica

No passado dia 5 de Junho voltei à Fábrica de Startups. Soube que ia ser uma experiência diferente do que fiz aqui antes. Nesta segunda ronda, Summer Version, é completamente diferente. Aliás, trabalhar num ambiente de empreendedores habitua-nos a isso. Todos os dias podem trocar-nos as voltas, pedir-nos para fazer coisas completamente distintas das do dia anterior. Para mim, uma pessoa de rotinas acentuadas, esta experiência faz-me falta. Foi por isso que voltei.

O ambiente de constante possibilidade de mudança é uma mais-valia para quem está à porta do mercado de trabalho. Dá-nos “traquejo”, como se diz no Alentejo.

Outra coisa interessante é a autonomia. Dão-nos as tarefas que precisam que sejam feitas e cada um de nós decide como fazer, desde que seja dentro do prazo. Contudo, para qualquer dúvida, os “chefes” estão sempre disponíveis. Falamos facilmente com qualquer um, sem grandes burocracias nem dificuldades. É só levantar da cadeira e ir bater a uma das portas nem 5 metros à nossa frente.

Este estágio envolve mais 7 colegas. Foi com surpresa que reencontrei a Alexandra, uma amiga minha, que conheci na universidade. Quanto aos restantes, vimo-nos todos na sessão de apresentação do estágio, na Católica, mas não nos lembrávamos bem uns dos outros. A situação resolveu-se rápido.

Hoje estamos na quarta semana, temos trabalhado intensamente no mais ambicioso projeto da Fábrica de Startups – o Tourism Explorers, e toda a equipa se mobilizou para operacionalizar o programa. Estamos ansiosos para chegue o dia 10 de Julho, onde damos início à fase de ideação. Damo-nos todos bem, muitas vezes vimos juntos no comboio de manhã e saímos juntos à tarde. A hora de almoço continua a ser muito interessante. Apercebemo-nos que a maioria gosta de jogar às cartas e aproveitamos a meia hora livre depois de comer para alimentar o vício.

Ana Borges Vacas

Virtual reality for entrepreneurs

Virtual reality is everywhere.

But when you ask people to think about virtual reality and the applicability of this headsets, they mostly talk about the use of VR for gaming and movies.  Besides using the medium for entertainment, there is a tremendous amount of options to use VR in your business!

In this post, we will discuss some of the possibilities where VR can help you improve your business!

Virtual Tour

Your products will come to life with a good storyline, but the image that the client creates will depend on the interpretation and the imagination of your prospect.

An example for the travel industry; A beautiful story with pictures about a Maldives holiday can’t beat the euphoric feeling when you are actually experiencing a beach day in the Maldives by watching a 360 video that is made on the beach.

And this is where Virtual Reality can be applicable. Create a holiday feeling experience for the client in a virtual reality setting. This positive experience will help convince the client easily and make them buy the product.

 

Events

When you are having a stand in an exhibition, you want to attract people to see the amazing products you have to offer. A virtual reality stand will help differentiate yourself and attract attention to your stand.

If you have company activities that are not easily accessible to show to potential clients, VR can help you out. Let people travel in a 360 degrees video to the places you would like to show.  

Training

Training your employees and keeping their knowledge up to date is extremely important, but often a costly and time-intensive activity. Trainers, participants and locations must be arranged.

Virtual Reality makes it possible for people to follow a training at the moment and the location that suits them best, in the same way as physical training. In addition, Virtual Reality makes it possible to make training more interactive by simulating situations that are unreachable in real-world training.

VR for branding

With the huge amount of different low-cost virtual reality headsets, it is not a strange idea to use this as a giveaway for your clients or business relations. Brand the headset with your logo and colours, give them away, and your company will be the brand that gave people the first glimpse of the future! 

Company video

A company video is a great way to give potential customers an impression of your business. But with a Virtual Reality movie, viewers have the opportunity to take a quick tour and walk around at your business.

Let the viewer join in the office work, introduce them to the employees, walk together through the factory or take a virtual drink with the complete team. By taking the viewers into the atmosphere and experience of your company, you will make them a participant instead of a viewer.

The written options are just a few of the many possibilities VR has. I want to challenge you to think about how VR could help you as an entrepreneur.

Rick Voll

I’m a Dutchman that is interning at Fábrica de Startups. Besides that, I’m founder of a VR marketing company named CARDBOARDS that is based in the Netherlands. We have several years of experience in helping companies to develop their innovative ideas into a VR project.

 

O estágio na Fábrica de Startups

Faltam poucos dias para terminar o meu estágio na Fábrica de Startups, apesar de me parecer que comecei há duas ou três semanas. Na verdade, foi em fevereiro que iniciei esta etapa da minha vida, portanto já lá vão mais de três meses. Isto significa que o estágio correspondeu às minhas expetativas e que fiz uma escolha acertada.

Tinha intenções de aprender mais sobre empreendedorismo, mas o que mais queria saber era o que está por detrás de uma startup e o que contribui para o seu sucesso. Tinha alguma curiosidade, mas acima de tudo tinha imensas questões sem resposta, das quais posso destacar:

· “Como é que se sabe que uma simples ideia tem potencial para se tornar em algo muito mais significativo?”

· “Qual é o próximo passo para desenvolver a minha ideia?”

· “De que é que depende o sucesso de uma startup?”

Felizmente é neste campo que a Fábrica de Startups é muito forte. Na altura sabia muito pouco e queria respostas, de preferência respostas dadas por alguém com experiência na área. Assim, iniciei o programa de estágio, que estava de acordo com o que pretendia.

Conheci o pessoal que já trabalhava na empresa, assim como os outros estagiários com quem ia trabalhar. Eramos um grupo bastante variado, visto que incluía pessoas de áreas não diretamente relacionadas com gestão/economia (como era o meu caso) e também porque alguns deles eram estrangeiros. Fiquei bastante satisfeito com este facto, pois quase tive uma experiência internacional dentro do meu próprio país. Todos estes colegas foram fundamentais neste percurso, pois, independente de terem mais ou menos experiência que eu, sinto que aprendi alguma coisa com cada um deles. No fundo, todos contribuíram para eu abrir os horizontes e melhorar as minhas capacidades de trabalho em equipa. O espaço open space onde trabalhamos promove muito mais a entreajuda e a partilha de informação entre todos, tornando o grupo mais forte.

Comecei por aprender alguma teoria e a partir daí foi tudo muito prático. Sou alguém que gosta de ver que há uma aplicação prática naquilo que aprendeu e aqui tive a oportunidade de o fazer. A maior parte da minha aprendizagem foi feita através da aplicação dos conhecimentos adquiridos no início. Aprendi também a estruturar o meu pensamento e ideias e a pensar de forma mais criativa. Tive contacto direto com os materiais que a Fábrica fornece a quem pretende criar a sua startup e também a oportunidade de conversar com os responsáveis pelas várias startups aqui incubadas. Representei a empresa em alguns dos maiores eventos de empreendedorismo em Portugal, como o Caixa Empreender Awards.

A Fabrica de Startups é bastante conhecida pelos seus vários programas de Ideação e de Aceleração, que abrangem as mais variadas áreas de negócio. Não só tive a oportunidade de trabalhar em algum conteúdo relacionado com esses programas como também fui participante num deles.

A Ideation Week for Retail foi uma das melhores experiências que tive até ao momento, pois fui um concorrente, tal como todas as outras pessoas que se tinham inscrito no programa. As equipas concorreram entre si, mas no fundo o espirito de cooperação imperou e isso contribuiu imenso para o sucesso de cada uma das mesmas. Foi uma oportunidade única de trabalhar com pessoas que não conhecia antes (a maioria com mais experiência do que eu) e também de contactar com os vários mentores e profissionais da Fábrica, da Deloitte Digital, da Sonae e da NOS. A minha equipa teve a felicidade de ficar no 3º lugar, mas para mim o maior prémio foi sem dúvida o que aprendi com todos estes mentores e colegas de trabalho e a ferramentas que levo para o futuro. Foi algo que só num programa destes seria possível e não podia estar mais satisfeito por ter participado.

Uma prova de que, de facto, considero que este estágio valeu a pena é o facto de ter ficado mais tempo do que esperava ficar inicialmente. Tenho a certeza que evoluí bastante pessoalmente e que adquiri competências que me serão muito úteis no meu futuro profissional.

Rodrigo Bernardes

A minha experiência na Ideation Week for Retail

É segunda feira, dia 8 de maio, a semana começa ao entrarmos numa sala repleta de desconhecidos. Há aquela tensão no ar de quem está a lidar com realidades novas e tem medo de dar os primeiros passos para conhecer aqueles “estranhos” que muito importantes serão para nós no decorrer dessa semana.

Começam então as introduções habituais e depressa se sente o entusiamo a crescer. Tanto a Fábrica de Startups, como a NOS, a Sonae e a Deloitte Digital apresentam-se e dão-nos a entender o que esperam de nós nesta Ideation Week for Retail moderada por António Lucena de Faria, CEO da Fábrica de Startups.

O primeiro dia é dedicado a conhecer não só os participantes, mas também a nós próprios com uma série de jogos interativos que ajudam a definir os perfis das pessoas e incentivam à socialização entre elas. Rapidamente começam-se a quebrar barreiras e a ter noções de quem nos rodeia. A audiência é composta por jovens ainda na universidade e também por pessoas com 20 anos de experiência profissional, todos com uma excelente ética de trabalho e prontos a encarar esta semana de trabalho árduo.

A área de retalho é bastante vasta e diversificada, e a Sonae propôs-nos 10 desafios estratégicos de modo a que cada uma das 8 equipas apresentasse as suas soluções. Foram então definidos líderes consoante os perfis das pessoas e as equipas formadas por desafio. Os membros entre si eram completamente diferentes, no entanto as suas habilidades específicas contribuíam para a harmonia em grupo e otimização do processo de ideação.

A semana prosseguiu com as equipas a trabalharem arduamente no seu objetivo. Todas as manhãs haviam apresentações do trabalho feito no dia anterior de modo a obter-se feedback e as respetivas correções do que podia ser melhorado.  De seguida, a partir de uma metodologia testada e verificada pela Fábrica de Startups, as equipas recebiam definições e materiais importantes para chegarem à sua ideia de negócio. Começámos pela definição do segmento de mercado que mais se identificava com o nosso desafio, no entanto, sem falar com eles mesmos nada poderíamos concluir, portanto, os finais de tarde de terça e quarta feira foram de trabalho de campo em lojas especializadas de retalho alimentar. Sendo que, no final do dia de quarta feira, tínhamos uma solução a um problema que o nosso segmento de mercado nos identificou!

É também crucial referir a rede de mentores que nos acompanhou ao longo da semana das empresas patrocinadoras, NOS, Sonae e Deloitte contribuindo com a sua vasta experiência e conhecimento nas diversas áreas. Deram-nos insights muito importantes e pertinentes de forma a conseguirmos orientar da melhor forma possível a nossa ideia de negócio, ajustando-a ao nosso segmento mercado e desafio proposto.

Chegamos então aos últimos dois dias da semana, e já com uma solução escolhida foi-nos introduzido O Modelo de Negócios que é o plano que demonstra como a nossa empresa cria, distribui, e captura valor. Este era o maior desafio até à altura, sendo até um pouco intimidante pois teríamos de começar a pensar na parte corporate da nossa ideia de negócio. No entanto, mais uma vez, os mentores intervieram e foram incansáveis connosco a ver todos os aspetos do modelo de negócios de forma torna-los o mais exequíveis possível, ajudando-nos assim a ultrapassar mais uma etapa.

Sexta feira, dia 12, o dia com mais nervos à flor da pele. É o dia do Pitch final, com jurados da Fábrica de Startups, Deloitte Digital, Sonae e Nos a avaliar todo o trabalho da semana. Os porta-vozes são escolhidos e nota-se o nervosismo nas suas caras, mas também o entusiasmo de que a sua ideia vai vingar e tem pernas para andar no nosso mercado. Uma a uma, as equipas sobem ao palco e expõem em 5 minutos, toda a sua ideia, como ela surgiu e a quem é destinada. Posso confidenciar que todas as equipas fizeram um excelente trabalho e todas elas apresentaram um desportivismo fantástico, apoiando e elogiando os seus “adversários”, estabelecendo-se vários contactos e quiçá parcerias futuras.

A semana termina com a nomeação dos três vencedores e respetivos prémios, precedidos de inúmeros elogios das empresas organizadoras quer aos participantes quer às suas ideias.

Infelizmente a minha equipa não venceu esta Ideation Week, no entanto, as três ideias vencedoras eram fantásticas e tiverem muito mérito na vitória. Apesar de não ter ganho nenhum prémio, sinto que ganhei em experiência quer pessoal quer profissional, pois tive de aprender a trabalhar com desconhecidos de backgrounds completamente diferentes e tive acesso a conteúdos completamente diferentes e inovadores, e isto tudo apenas numa semana! É uma semana de trabalho árduo, mas muito valiosa e é de louvar a criação deste tipo de iniciativas.

 

Frederico Paula

 

 

 

A minha conversa com a Couch

Segundo a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Portugal é um dos países da Europa com maior percentagem de população com doenças do foro da ansiedade, sendo esta a doença mental mais prevalente no país. Os dados acima referidos fazem-nos pensar sobre a necessidade de encontrar soluções que combatam a incidência destas doenças de uma forma eficaz e que, simultaneamente, se adaptem ao estilo de vida de cada pessoa. 

Enquanto estagiária na Fábrica de Startups, tive a oportunidade de entrevistar João Villas-Boas, médico e CEO da Couch, uma startup que teve início na Ideation Week for Health, dedicada à disponibilização de apoio psicológico especializado, através de uma plataforma online. 

Não percam a oportunidade de conhecer melhor a startup que se propõe mudar o paradigma da saúde digital em Portugal. 

ISP: Como surgiu o projeto Couch? 

JVB: A Couch surgiu na Ideation Week for Health da Fábrica de Startups, em que tivemos acesso aos principais stakeholders da área da saúde em Portugal. O Grupo José de Mello Saúde, Ministério da Saúde, Médis, NOS e Deloitte, propuseram-nos alguns desafios do atual panorama da saúde em Portugal, para solucionarmos. 

Das várias temáticas em aberto, propusemo-nos desenvolver uma solução para o acesso remoto a cuidados de saúde. Ao longo do programa tivemos o apoio dos mentores, demos o nosso máximo e acabámos por ser um dos três vencedores do Ideation Week for Health. 

Na sequência dessa proposta, fomos convidados a participar na Summer of Startups, uma iniciativa da Fábrica de Startups e da Catolica Lisbon SBE, que ocorreu durante o mês de julho e teve como objetivo desenvolver as nossas ideias. Durante esse mês tivemos a hipótese de aprofundar os nossos estudos de mercado, utilizando o roadmap da FastStart, que considero estar muito bem estabelecido. Seguimos todas as etapas e tivemos a oportunidade de nos debruçar sobre o estudo dos potenciais clientes e de verificar se a nossa hipótese seria interessante para aos nossos clientes. 

ISP: Qual foi o impacto que a Ideation Week for Health teve no o desenvolvimento do projeto? 

JVB: Foi muito importante pois tivemos oportunidade de desencadear um conjunto de acontecimentos e também a possibilidade de formarmos a nossa equipa, no sentido de esta ser multidisciplinar e complementar, assegurando competências diferenciadas. Adicionalmente a Ideation Week abriu-nos uma série de oportunidades que nos levaram à Summer of Startups e que, seguidamente, nos permitiu candidatar ao Startup Bootcamp em Digital Health, uma aceleradora vertical especializada na área da saúde digital. Entre 516 candidaturas, fomos uma das 10 escolhidas. 

ISP: Como correu a experiência do Digital Health Bootcamp, em Berlim? 

JVB: Foi o conhecimento de um mundo novo, embora tenha algumas semelhanças com a Ideation Week e com o Summer of Startups, no sentido em que ambos têm uma parte substancialmente académica. Temos acesso a workshops com parceiros assim como formação onde aprendemos sobre temas como user experience, fundraising etc. 

A Startup Bootcamp tem vários programas de aceleração espalhados por todo o mundo e com experiência em diversas áreas de negócio. Nesse sentido têm um roadmap muito claro, com o ritmo próprio de um programa de aceleração. A experiência em Berlim foi especialmente 

importante pelo contacto que estabelecemos com uma rede de mentores diferenciados e extremamente acessíveis. 

ISP: De que forma é que a Couch tem evoluído nos últimos tempos? 

JVB: O lançamento do nosso serviço e termos tido os primeiros clientes pagos foram metas bastante importantes. Em termos de desenvolvimento do produto, concebemos recentemente o primeiro chatbot de rastreio de saúde no país. Importante também o facto da plataforma web estar atualmente a ser renovada e melhorada. 

Recentemente, fomos convidados para participar no Activar Portugal da Microsoft de forma a desenvolver um projeto piloto em que através de um sistema de voucher, os trabalhadores da Microsoft terão um desconto nos nossos serviços 

Adicionalmente, somos uma das cinco startups shortlisted para a final do Youth Entrepreneurship Award em Bruxelas, uma iniciativa da AmChamEU e da Junior Achievement EU.

ISP: Quais são os planos para o futuro da Couch? 

JVB:. Em termos dos nossos serviços, o nosso objetivo é consolidar o mercado da psicologia e expandir para o mercado da pediatria. Ao estender os nossos serviços à pediatria, conseguimos evitar idas desnecessárias de crianças às urgências dos hospitais, que são um foco de infeção e contágio. Aliando o facto de os pais de hoje em dia serem pessoas com facilidade em utilizar plataformas de videoconferência, permite-lhes um acesso rápido a um pediatra que fará o encaminhamento adequado para cada caso, o que pode evitar uma ida desnecessária a uma urgência e mais rapidamente proporcionar tranquilidade de saber que está tudo bem com o seu filho. 

O nosso objetivo é aplicar o trabalho que estamos a desenvolver em psicologia ao contexto laboral, estabelecendo parcerias com empresas de recursos humanos e com empresas que estejam empenhadas no bem-estar psicológico dos seus trabalhadores. Este investimento reflete-se não só em termos de saúde como em termos de produtividade. 

Uma outra vertente é a de que estamos a iniciar um serviço de aumento de rendimento/performance no trabalho, que está ligada à psicologia organizacional e direcionada para profissionais que queiram fazer uma melhor gestão de carreira e/ou alcançar os seus objetivos. 

Finalmente, estamos a levantar a nossa pre-seed round e por isso lanço aqui o convite a todos os business angels que estejam interessados na saúde digital a entrar em contacto com a nossa organização, temos todo o prazer em fazer o pitch. 

Inês Sá Pereira